"Et avahlo ila oãt otrep... o oriehc are oralc, so snos ed ues onos meb soditín. Ue airedop racot moc azetrec, sam aireferp oãn o rezaf, avatnerapa amu edadineres etnaigatnoc euq oãn em aireverta a rabaca moc eleuqa otnemom... aitens oãt egnol, zevlat euqrop ahnet o odavele oa siam otla ramatap, mu ragul edno ahnit éta odem ed raghec... odem... sodot sesse sotnemitnes sosnetni marabaca odnatrepsed o odal osordem ortned ed mim. Sam ue oãn em avatropmi, edsed euq eleuqa otnemom essof onrete, olep sonem ortned ed mim..."
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
"Palavra: Ilusória garantia de felicidade"
Jamile Grimm
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
...

Um dia me dei conta que todas as belezas que priorizava não existiam. Que criei uma felicidade absoluta e graças a isso, quando a primeira dificuldade chegou, perdi meu chão. Que as pessoas boas não eram completamente boas, elas iam errar uma hora ou outra, mas simplesmente essa possibilidade eu havia descartado quando pensava em futuro. Dava o carinho e a confiança que sempre sonhei em receber, mas errei ao colocar tantas coisas valiosas nas mãos de um simples ser humano. Infelizmente um sorriso aqui e umas palavras bonitas ali não suprem a necessidade de um coração a vida inteira quando falta consideração... Então me dei conta que o que há de precioso no meu coração deve ser conhecido por mim primeiramente, para que eu entenda o valor e aí sim possa dividir quem realmente é importante. E se mesmo assim não der certo, se mesmo assim as pessoas não valorizarem, isso não vai me atingir porque aquilo irá me completar só por existir...
Jamile Grimm
...

"Era tudo intenso demais, forte demais, até mais do que ela poderia suportar. Quando se tratava de felicidade a coitada pensava que quanto mais melhor, mas acabava na velha história de quem voa alto demais. Colocou seus sentimentos em um altar para alguém que jamais entendera o que era aquilo... Não o julgo, cada um tem seu tempo. Mas talvez o dele já tivera passado e não tivera sido com ela. Se recusara a ver isso, afinal o que importava era a felicidade, mesmo que esta viesse em migalhas, muito trituradas e praticamente nulas frente a tristeza de seus dias... Não entendia a diferença de amor e dependência, de saudade e necessidade, e acabou achando que as migalhas de felicidade eram essenciais em sua vida. Se recusava a viver um instante de tristeza no presente, mas preparava um futuro de sofrimento que nem imaginava. Até que um dia abriu os olhos para a realidade e finalmente viveu. Viveu as dores, as lágrimas, mas dessa vez ela estava vivendo, e não vegetando em função de um alguém. Tudo isso passou... E ela aprendeu que vale muito mais conhecer a si mesma antes de tentar conhecer os outros. Coração dos outros é terra que se pode adubar, mas que ninguém pisa."
Jamile Grimm
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Por que nem sempre resolvo os meus problemas?

Porque não falo com a pessoa certa! Giramos e giramos; vamos daqui para lá e de lá para cá...e não falamos com quem devemos. Nada pior do que falar com a pessoa errada! Existe uma grande tentação que nos faz, quase sempre, conversar com todos, menos com a pessoa em causa. Até procurarmos a pessoa certa, gastamos inútil e erroneamente o tempo, criamos confusões sem fim, fazemos aparecer fantasmas, e tudo, é claro, só piora.É simples! Fale com a pessoa certa! Isso vai exigir coragem, mas vai lhe trazer crescimento e paz!
Ricardo Sá
Comunidade Canção Nova
Achei bem interessante...

[Mateus 14, 22-33]
"Depois que a multidão comera até saciar-se, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro, caminhando sobre a água”. E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Homilia:
Jesus encontra-se com o Pai em profunda intimidade com Ele. Aliás, Cristo nos mostra que viemos, somos, e nossa vida, enquanto felicidade, sempre consistirá em Deus.
Às três horas da manhã Jesus vai ao encontro dos Seus discípulos, pois eles estão perecendo, estão em dificuldades, necessitam d’Aquele, que é a Verdade, a Vida, o Caminho. Precisamos, para mergulhar neste Evangelho de hoje, analisar com carinho este horário – três horas da manhã – em que Jesus Cristo vai ao encontro daqueles que estão padecendo.
Na Sagrada Escritura, três horas da manhã é tida como “hora quarta”. Foi nesse horário [hora quarta] que o povo, no deserto, atravessa o Mar Vermelho a pé enxuto. Pois bem, “hora quarta” nos remete a um tempo favorável, o qual na Bíblia é tido pelo número “quarenta” – daí quaresma, por exemplo. Objetivamente, esta hora quarta nos remete àquela fase da nossa vida em que somos convidados a nos questionar sobre o sentido da vida. Este tempo, na nossa existência, é quando chegamos à metade da nossa vida, em torno dos quarenta anos de idade.
Este é um período em nossa vida que independe do tempo em cada um de nós, cronologicamente falando, quando muitas coisas nos assaltam e nos colocam na parede, sobre – objetivamente falando – o sentido concreto da vida; é o momento da crise. Crise, em si, não é algo ruim; pelo contrário, crise é, nada mais e nada menos, do que purificação; purificação da nossa maneira de ver e de viver tudo aquilo que nos circunda, principalmente nossas relações com Deus, com o outro e com nós mesmos.
Este período em nossa existência, este momento de crise, faz algo muito interessante acontecer conosco: vamos perdendo o chão, parecendo que estamos caminhando sobre águas – realidades não consistentes e sólidas em nossa vida; aquilo que achávamos que era tão seguro em nossa vida – o ter, o poder e o prazer -, vamos percebendo que essas “barquinhas” não são seguras e confiáveis, a ponto de afundarem a qualquer momento; e que aquelas pessoas que acreditávamos ser a razão da nossa vida, no momento mais profundo da vida, não podem lutar as nossas lutas, mas somente nós mesmos podemos fazer isso. E agora, o que fazer? Você já passou por isso? Se você ainda não passou, não se preocupe: vai chegar esta hora, a hora quarta! Com certeza!
Primeira coisa que precisamos tomar consciência para vencermos e amadurecermos neste tempo favorável – apesar de doloroso em nossa vida: Jesus vem, como já veio, se preciso for, do Pai, ao encontro de cada um de nós. Ele é fiel e não nos deixa sós. Ele, movido pelo Espírito Santo, vem ao encontro da nossa fraqueza, pois Ele é o nosso Salvador. É preciso, neste momento da vida, não olharmos para as tempestades que dão contra a “barca” da nossa vida – pois vemos que tudo está dando contra… É a crise , nessa hora devemos olhar para Jesus; olhos fixos somente n’Ele, numa profunda confiança. Devemos entender que, nesta vida, tudo passa; somente Deus permanece. Depois da tempestade sempre vem a bonança? Depende! Se na tempestade me fixo nela, nos problemas, vou com ela e não saboreio nunca a bonança. Agora, se na tempestade, me fixo em Jesus, então sim, saborearei a bonança, ou seja, o amadurecimento após a crise.
Não adiantará nos desesperarmos e brigarmos contra a crise, a tempestade. Bobagem! Não gastemos forças e energias com isso; mas foquemos nosso olhar para o Senhor e busquemos aprender tudo o que este tempo favorável – hora quarta – tem a nos ensinar.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
A hora da estrela - Clarice Lispector
"Quando eu era menino li a história de um velho que estava com medo de atravessar um rio. E foi quando apareceu um homem jovem que também queria passar para a outra margem. O velho aproveitou e disse:
- Me leva também? Eu bem montado nos teus ombros?
O moço consentiu e passada a travessia avisou-lhe:
- Já chegamos, agora pode descer.
Mas aí o velho respondeu muito sonso e sabido:
- Ah, essa não! É tão bom estar aqui montado como estou que nunca mais vou sair de você!"
Acho que atravessei o rio com gente demais nas costas!
- Me leva também? Eu bem montado nos teus ombros?
O moço consentiu e passada a travessia avisou-lhe:
- Já chegamos, agora pode descer.
Mas aí o velho respondeu muito sonso e sabido:
- Ah, essa não! É tão bom estar aqui montado como estou que nunca mais vou sair de você!"
Acho que atravessei o rio com gente demais nas costas!
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